custe o que custar
Passos Coelho mentiu em campanha eleitoral. Do ”disparate” em que consistia o retirar dos subsídios de Natal e Férias, segundo as suas palavras, passámos agora, quando imagina encontrar-se solidamente instalado no governo, ao “custe o que custar”. E neste curto percurso vem ao de cima sobretudo o seu distorcido e mau carácter, não apenas pela apologia de políticas contrárias a tudo o que prometeu em campanha, mas também por mais um logro em que quer fazer embarcar os portugueses. Com uma dívida pública já superior a 110% do PIB, quando em 2007 rondava os 68%; com uma taxa de desemprego em 13,6% quando em 2007 se situava em 8%; com uma recessão de 3% quando em 2007 tínhamos um crescimento de 1,9%; com um pagamento em 2012, só de juros da dívida pública, de uma despesa equivalente a 5,5% do PIB, quando em 2007 era apenas de 2,8%; com as medidas de austeridade impostas que provocam inequivocamente mais recessão; com uma crise de crédito às pequenas e médias empresas sem o lançamento de quaisquer medidas de apoio; quando a União Europeia não consegue inverter ou sequer estancar a crise do euro, agravando-se pelo contrário todos os índices económicos europeus; assim, prometer que o país volta aos mercados em 2013, é seguramente uma tremenda falsidade. Passos Coelho propagandeia e tenta fazer cair os portugueses em mais este tremendo logro.
Do “custe o que custar” à “pieguice”, discurso com que mimoseia os portugueses, Passos Coelho está rapidamente a transformar-se num desabrido e perigoso lunático.

