quinta-feira, novembro 16, 2006

a política do faz de conta


Com a nova directriz da ministra da Educação os jovens, a partir dos 18 anos que não tenham o 12.º ano de escolaridade, podem vir a obtê-lo recorrendo muito simplesmente à apresentação de um trabalho sem qualquer exigência de exame.

Não sei bem onde é que a senhora estaria com a cabeça quando se lembrou de tal medida ou como ela se vai enquadrar no tão badalado Plano Tecnológico de Sócrates

Na verdade, tal iniciativa é um manifesto convite ao abandono escolar e à preguiça. Os alunos que hoje frequentam o 10.º, o 11.º ou mesmo o 12.º, não têm que se preocupar em estudar, basta-lhes curtir e esperar pelos 18 anos. Então, encomendam um trabalho a quem perceba do assunto e entregam-no para a rápida obtenção do diploma do 12.º ano. Sem esforço e sempre a abrir.
Voltámos assim, ao tão característico facilitismo do PS e à sua política do faz de conta, como sempre com um maior agravamento e degradação do sistema educativo nacional.

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Mas ....ao menos ficamos com altos índices de escolaridade!
Somos do melhor em todo o Mundo: ignorantes por dentro mas ilustres por fora!

E depois dizemos que a produtividade não aumenta e a culpa é dos funcionários públicos....dos doentes...dos desempregados e outros sindicalistas do género!!!

Mas.... que funcionários públicos é que foram ouvidos sobre a questão? Ou serão considerados culpados dos males do País sem nunca terem sido ouvidos?
Estamos em altura de começar a pensar que temos de nos preocupar com tudo o que se está a fazer!

Para já ..."credibilidade" e "honorabilidade" são expressões que só figuram nos manuais do passado.
O Estado dá e tira direitos como se na outra ponta não houvesse pessoas!
Não admira, com instrução adquirida por papel....
Adeus que tenho de ir às compras do Natal!
Se calhar vou comprar o livro do Santana Lopes....bom ainda não li...mas já estou ansioso por um segundo!

5:39 PM  
Blogger ruy said...

Parabéns anónimo pelo óptimo comentário.
O Estado dá e tira direitos como se na outra ponta não houvesse pessoas! é uma frase soberba.

7:14 PM  
Anonymous Anônimo said...

Não vejo mal nisso, desde que haja entidades externas que examinem e certifiquem conhecimentos dos alunos que o desejarem em conjuntos de disciplinas básicas. Os ingleses fazem isso com o A-level e o GCSE. Então, os alunos podem ter adquirido o grau correspondente ao 12º ano, mas não possuirem um certificado.

1:48 PM  

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