domingo, novembro 05, 2017

ORÇAMENTO DE FUTURO


Incapaz de se tornar uma alternativa ao governo, incapaz de apresentar quaisquer propostas alternativas mobilizadoras, permanecendo na esfera dos seus ideais neoliberais, o que só por si a torna imobilizada no tempo e assim impossibilitados de qualquer proposta credível, permanecendo crente e fiel às suas crenças da austeridade e do empobrecimento, a direita radical, este PPD e este PP, depois de apostarem tudo no fracasso do governo e das suas políticas, orçamentais, financeiras, económicas e sociais, nada lhes resta a que se possam agarrar para contestarem a governação de António Costa.
Apostaram tudo na estratégia do diabo e saíram derrotados, completamente derrotados.
 Encontram-se agora sem rumo porque o seu modelo social que preconizam e tentaram impor ao país, o seu modelo neoliberal de empobrecimento e “mais austeridade para sair da austeridade”, ruiu estrondosamente, à vista de todos, e por essa razão tornam-se agora incapazes de o assumir e o defender ainda que lhe permaneçam dogmaticamente fiéis.
É por esta razão que agora deram em inventar um novo slôgane. Já não arriscam dizer que vem aí o diabo, não, agora o slôgane é que a proposta de orçamento para 2018 não tem uma “visão de futuro” não “prepara o país para o futuro”. Logo repetidamente difundido pelos comentadores seus serventuários e pela comunicação social que declaradamente está ao seu serviço e de modo militante.   
 As estruturas do poder económico e financeiro desejariam seguramente que o país regressasse às políticas neoliberais “amigas” dos mercados. Com mais privatizações (transportes, águas, pensões, educação, saúde …), com redução de impostos sobre o capital (IRC, imobiliário, grandes lucros,…), com aumento de impostos sobre o trabalho, com redução de salários e pensões.
Tudo ao contrário do que este orçamento contém.
 Este orçamento para 2018 “não tem futuro”, no dizer deles, porque diminui as desigualdades sociais, reparte mais equitativamente a riqueza produzida, e é socialmente mais justo.
Abandona a “economia que mata” como lhe chama o Papa Francisco e por isso é sim um orçamento de futuro.
E não só no campo social. Quando se prevê, como este orçamento prevê, a maior queda anual da dívida pública da democracia portuguesa, quando dá continuidade à maior queda anual do défice público, quando se assiste ao crescimento anual da economia como há décadas não assistíamos, quando tivemos em 2017 e se prevê para 2018 o maior excedente orçamental sem juros da Zona Euro, quem em seu juízo perfeito poderá afirmar com honestidade que este não é um orçamento de futuro?
 
 

2 Comments:

Blogger Rogerio G. V. Pereira said...

Um pandego-de-turno-na tv, vaticinava
que o PCP, que ele afirmava
estar cansado de ser bengala,
iria na votação final votar contra

Há pandegos que confundem
palpites com desejos

1:24 AM  
Anonymous VLADIMIRO said...


Este grupelho do BE tem como objectivo o retorno da agenda derrotada no 25 Novembro de 1975 mas esquece-se que já não existem URSS e nem modelo cubano...
Se um regime entrar nessa agenda, veja-se o que sucedeu na Venezuela, onde a pretexto do zapatismo foram libertadas forças anarco-sociais e gangs incontroláveis,aliás recordemos que em Portugal o gonçalvismo fez reduzir o PIB em 15%e, originou pré guerra civil e milhares de emigrados, etc!
Um dos pontos dessa agenda é agora ...a requisição para fins de habitação social das segundas habitações e outras, ao modo do sucedido nas revoluções comunistas.Ou a respectiva explosão dos custos fiscais para chegar ao confisco.
As Camaras endividaram-se e tem desperdícios de despesas enormes como grandes excessos de pessoal(a CM lisboa tem tantos funcº como a Cãmara de paris,10000!)e depois não conseguem cumprir os seus deveres na habitação social pesar de cobrarem impostos á farta!
Um outro ponto radical dessa geringonça irá ser uma nova redução dos pagamentos e doações em numerário até chegarem á mesada de um infante e passar a suspeito quem tiver mais de dez mil euros...
Recordemos que o radical-gonçalvismo até suspeitava da compra de uma camisa e de uma máquina de lavar louça!!!
E temos ainda na agenda um cerco acusatório a Portugal como país que explorou e enriqueceu com a escravatura(falso o povo esteve sempre famèlico),ainda que há centenas de anos,e os artigos e livros sobre multiplicam-se, mas cheios de ridiculos erros e exageros fáceis de provar!Esquecem-se que o povo votou...através do 25 de Abril!
Criançolas e broncos incultos, temos de os aturar...

vl

7:37 PM  

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