segunda-feira, janeiro 18, 2016

o garrote


Depois do golpe de estado aplicado à Grécia pela União Europeia e pelas suas Instituições tornou-se evidente que estando a actual UE a ser governada de facto por uma tecnocracia ao serviço dos interesses de uma pequena, mas poderosa, minoria de poderes económicos e financeiros será mais do que lógico pensar que tais forças jamais permitirão que qualquer país actue de forma independente e favorável aos seus interesses, aos interesses da sua população. A arma de que dispõem será a manipulação dos juros da dívida pública (quer através do BCE, quer através da agências de rating e ou auxiliados também nesse propósito pelos centros de comunicação social de referência).
Todos os países economicamente mais débeis do euro trazem um garrote ao pescoço que é alargado ou apertado consoante as políticas dos governos desses países se aproximem ou afastem da satisfação dos tais poderosos interesses económicos.
Portugal não é excepção, mesmo com um governo da família socialista europeia. Em breve conheceremos se tal aperto já começou ou não (de qualquer modo mais tarde do que pretendia a PáF).