segunda-feira, janeiro 08, 2018

UM PARTIDO POLÍTICO PERDURA PARA ALÉM DAS SUAS LIDERANÇAS

Um partido político perdura para além das suas lideranças.
Defender o partido não é a mesma coisa que defender uma liderança em determinado momento. Ao contrário, por vezes defende-se o partido criticando as políticas de uma determinada liderança. Quando uma liderança se afasta dos princípios ideológicos do partido só deverão merecer elogios os militantes que permanecem fiéis a tais princípios e que os defendam mesmo contra a própria liderança de momento.
Esta situação acontece muitas vezes na vida dos partidos e, lamentavelmente, por comodismo ou oportunismo a esmagadora maioria dos seus militantes prefere colocar-se incondicionalmente ao lado de uma qualquer liderança por mais que as suas acções e as suas políticas se afastem da doutrina do partido que aceitaram apoiar e defender. E, logo que uma nova liderança apareça, com novas e diferentes opções, estes mesmos militantes correm a prestarem-lhe incondicional apoio quando antes defendiam opções completamente distintas.
 E, assim, tais militantes vão perdurante eternamente na graça e nos “favores” das sucessivas lideranças que vão surgindo.
Vem isto a propósito da crítica de Santana Lopes a Rui Rio no confronto de há dias.
Santana acusou Rui Rio pelo apoio que este recebe de Pacheco Pereira ou mesmo de Ferreira Leite, destes “velhos” militantes do PSD. Para Santana trata-se de figuras “excomungadas” do partido e, segundo a sua narrativa apenas e tão só porque de algum modo ousaram criticar algumas das políticas da acção governativa de Passos Coelho.
Santana agarra-se e cola-se às políticas neoliberais e anti-sociais democratas de “mais austeridade para sair da austeridade” praticadas até ao limite pelo anterior governo PSD/CD convicto de que assim merecerá o apoio dos deputados e dos autarcas do PSD seleccionados e apoiantes de Coelho.
Este comportamento de Santana é de um total oportunismo a todos os títulos condenável. Contudo, quando se esperaria de Rui Rio a assunção da diferença, criticando e condenando as erradas e nefastas políticas governativas de Coelho, viu-se o candidato a procurar e, pasme-se, tentar de modo semelhante colher as boas graças da clientela partidária de Coelho aplaudindo as “boas práticas governativas” do anterior governo.
  Uma lástima para quem ainda tinha esperanças de uma ruptura do PSD com as políticas neoliberais e anti-sociais da sua prática política recente.

2 Comments:

Blogger O Puma said...

Há casos assim

6:36 PM  
Blogger Rogerio G. V. Pereira said...

Ganhará o Santana Rio
ou talvez
O Rui Lopes
tenha hipóteses

7:08 PM  

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