Dívidas ilegítimas e/ou odiosas
Nos países que firmaram acordos com a Troika, as novas dívidas não são só ilegítimas senão também odiosas, e isto se deve a três razões:
1) Os empréstimos estão cheios de condições que violam os direitos económicos e sociais de uma grande parte da população.
2) Os prestamistas fazem chantagem a esses países (não há uma verdadeira autonomia de vontade de quem necessita do empréstimo).
3) Os prestamistas enriquecem-se de forma abusiva impondo tipos de juros proibitivos (por exemplo, a França e a Alemanha tomam empréstimos a 2 % nos mercados financeiros e emprestam a mais de 5 % à Grécia e à Irlanda; os bancos privados obtêm empréstimos a 1,25 % do BCE, e emprestam à Grécia, Irlanda e a Portugal a mais de 4 % a 3 meses). Estes países ou os da Europa de Leste (e fora da UE, países como a Islândia), quer dizer aqueles que são submetidos à chantagem dos especuladores, do FMI e de outros organismos, como a Comissão Europeia, convém que recorram a uma moratória unilateral de reembolso da dívida pública. É um meio inevitável para conseguir criar uma relação de força favorável. Esta proposta é cada vez mais popular nos países mais afectados pela crise.
Também, se deveria efectuar, sob o controlo dos cidadãos, uma auditoria da dívida pública. O objectivo da auditoria é conseguir uma anulação /repúdio da parte ilegítima ou odiosa da dívida pública e reduzir fortemente o que resta da dívida.
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1 Comments:
Qualquer dia ainda vai mas é tudo de gaiola...
Aumenta a despesa pública ...dar alpista a tanta gente...mas era um descanso.....!!!!!
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