quinta-feira, abril 12, 2012

Os cortes não vão sanear um país doente

O Prémio Nobel de Economia 2001, Joseph Stiglitz, disse que a crise financeira que assola os países do velho continente não será resolvida com ajustes nos gastos públicos como fizeram a Grécia, Espanha e Portugal, pelo contrário, estes ajustes só irão aumentá-la. Ele alertou que as economias "só podem suportar uma medida limitada de cortes" e enfatizou que "os políticos precisam de entender que o caminho está errado", porque "uma overdose para salvar a situação só a agravará".
Durante uma entrevista na qual ele se referiu às medidas implementadas pelos governos europeus para deter a crise, Stiglitz, advertiu que os ajustes foram durante décadas, "a cura que foi aplicado aos países em desenvolvimento", que, contudo, "muitas vezes terminou com a morte "dessas economias. "Existe o perigo de que algo como isso possa acontecer de novo na Europa", disse o economista, que salientou que em todo o mundo não existe "um único exemplo", em que um país doente "tenha sido higienizado com cortes de salários, pensões ou prestações sociais".

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