sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Como fruta na árvore


A este PSD de Passos Coelho e Ângelo Correia, não convém uma queda prematura do governo. Como fruta na árvore, o PSD aguarda que ela amadureça a seu gosto. Este PSD espera muito ainda de Sócrates e do seu governo.
Quando Portugal se encontra numa profunda crise orçamental, financeira, económica e social e se avizinha, previsivelmente em meados de Março, o seu resgate, com a intervenção do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), com novas imposições de políticas anti-sociais mais gravosas ainda, entende o PSD não ter nada a ganhar com o derrube do governo neste momento. Aguarda, por um lado, que o ónus das medidas restritivas e de agravamento das condições sociais da generalidade da população recaiam sobre Sócrates e, por outro lado, que o governo acelere a implantação de todas as medidas neoliberais que o governo possui ainda em carteira.
O PSD espera assim que Sócrates execute tão amplamente quanto possível o ideário neoliberal de Passos Coelho. Só quando Sócrates e o seu governo não tiver mais para oferecer, só quando se encontrar esgotado o seu programa neoliberal, depois do fruto maduro e antes que caia podre da árvore, se apresentará Passos Coelho a tomar o poder.
Um longo e penoso calvário irá Sócrates ainda percorrer.
Para Cavaco Silva, conquistado o seu objectivo primeiro - a reeleição - pouco importa o momento da entrada do PSD no governo. Para o presidente da república Sócrates e Passos Coelho são ambos face de uma mesma moeda, de uma má moeda que, a contra gosto, terá que suportar.

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