quinta-feira, dezembro 15, 2011

Jens Weidmann, presidente do banco central alemão (Bundesbank) e membro do Conselho do Banco Central Europeu, comparou hoje os países endividados às pessoas que têm problemas com a bebida.
Questionado sobre se o BCE está disposto a aumentar a compra de dívida soberana para ajudar os Estados-membros do euro com problemas, Weidmann indicou que isso seria o mesmo que dar um último trago a um alcoólico: "Não creio que seja bom dar uma garrafa a um alcoólico. Não servirá para o ajudar a resolver o seu problema".
A Alemanha já destruiu a Europa duas vezes. Prepara-se, a manterem-se as políticas da UE decididas e controladas pela senhora Merkel, a arruiná-la uma vez mais. Urge que tal poder decisório no seio da UE seja retirado de vez à Alemanha.
Antes que seja tarde demais.

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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Que economia é esta?


Numa situação de crise, a crueza da realidade torna visível a relação de forças entre os países da Eurozona. Nos momentos difíceis não há lugar a dissimulações e os interesses dos países mostram-se na sua verdadeira natureza. O ascendente nas decisões económicas e políticas que a Alemanha está a tomar nesta “crise do euro”, afectando os países mais frágeis da EU, com imposições que mais parecem ameaças, revelam as verdadeiras relações de força que reinam entre os países da Eurozona. A Alemanha impõe a sua vontade, a França segue na sua sombra, e os restantes países, de cabeça baixa, obedecem. A Alemanha consegue assim, sem guerras nem perturbações, o sonho que alimenta há muitas décadas – obter o controlo económico e político da Europa.
É do interesse económico da Alemanha a sobrevivência do euro. Para a sua força económica o euro é uma moeda desvalorizada, mais que um hipotético marco renascido, o que favorece extraordinariamente as suas exportações que, como sabemos, constituem o sector mais forte da sua economia. Tudo fará para não deixar cair o euro, ameaçado como se encontra pelas economias dos PIGS. Substituir-se-á ao FMI, se assim for necessário, na imposição draconiana de condições económicas restritivas e anti-sociais aos países em dificuldades da Eurozona. Pouco importa o empobrecimento acentuado da generalidade das populações desses países a que tais imposições conduzam. Não importa donde venha o dinheiro, o que realmente é crucial é que eles mantenham o regular pagamento das suas dívidas às entidades financeiras, isto é, aos bancos alemães credores com a banca francesa de mais de 50% das suas dívidas soberanas.
Alargamento da idade da reforma para os 67 anos, término da indexação dos salários à inflação, e outras medidas de igual intencionalidade anti-social, leva muito naturalmente as pessoas a pensar - que raio de economia é esta que, ao contrário do que seria de supor, provoca um viver cada vez mais difícil e o empobrecimento generalizado das populações?

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sexta-feira, novembro 26, 2010

o "polícia bom"


Mais do que a defesa dos súbditos alemães o que Angela Merkel procura, é salvaguardar os interesses dos bancos alemães principais compradores da dívida pública portuguesa.
Por detrás das piedosas advertências há sempre o frio calculismo dos interesses económicos particulares.
Angela Merkel está longe de ser o "polícia bom" da EU.
Na lógica da "globalização", a Alemanha não faz mais do que qualquer um dos paises com superavits nas suas balanças de transacções correntes - compram a dívida dos paises para financiarem as suas exportações.

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