sexta-feira, junho 17, 2011

Robert Reich explica o fundamento da crise em 2 minutos

En este video de 2 minutos, Robert Reich explica las claves de la economía contemporánea y la actual crisis económica con todo lo que esto implica. Para Reich, la economía ha crecido el doble desde 1980, pero los salarios se han mantenido estancados, dado que todo el diferencial de ganancias ha ido a parar a las grandes fortunas enriqueciendo al 1% más rico del planeta, como lo he señalado en este post. A este brutal enriquecimiento han contribuido también las rebajas tributarias y los subsidios a las grandes empresas como es el caso de las petroleras. El estancamiento de los salarios reales ha exacerbado la desigualdad y ahora, con la crisis, solo se piensa en aplicar recortes presupuestarios, lo que incrementará aún mas la brecha entre ricos y pobres.

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quarta-feira, junho 09, 2010

O estado social e a crise


Os detentores do capital, há décadas atrás, entre o irresistível impulso de maiores ganâncias e o receio fundamentado do alastramento das ideias comunistas, inteligentemente, souberam entender bem as teorias económicas de keynes.
Criar frentes de trabalho e subsidiar capazmente os desempregados com uma reforçada tributação das empresas, apesar de menores ganâncias, permitia-lhes atenuar tensões sociais e controlar as ideias libertadoras que chegavam de Leste. Com o machado de guerra temporaria e voluntariamente enterrado, os detentores do capital ergueram uma economia em que o Estado detinha uma forte intervenção e controlo económico, exercendo e assegurando através de políticas fiscais e políticas sociais uma distribuição da riqueza que contemplava um nível de vida da população, da generalidade dos trabalhadores, que satisfazia muito além as suas necessidades básicas. Pareciam ter aceitado o que Keynes tentara demonstrar – que a miséria é ruim não apenas para os pobres mas igualmente para os ricos. Proporcionaram deste modo, por força das circunstâncias, ao trabalhador médio europeu Ocidental, um padrão de vida superior ao do seu homólogo de Leste e, assim, criaram a maior arma com que enfrentaram e acabariam por vencer o seu poderoso inimigo, o comunismo. Chamaram-lhe “estado social” e fizeram acreditar os povos de que continuariam a manter pelos tempos fora igual auto limitação de ganâncias, alcançando por esta via a ilusão de uma perpetuação da harmonia das classes sociais, do “estado social”.
Vencido o comunismo, desarmados ideologicamente os trabalhadores, que não souberam entretanto criar uma alternativa ideológica mobilizadora (1), nada impediu os novos detentores do capital de desenterrar o machado de guerra que seus avós, décadas atrás, tinham por oportunismo enterrado. Com ele desenterraram velhas teorias ideológicas, deram-lhe um novo formato, e não se cansavam, nem cansam, de propagandear que este é o caminho da “modernidade”. Já não falam de objectivos sociais, de melhoria das condições de vida dos cidadãos mas, tão só, da melhoria da “economia”. Separam assim “esta economia” das condições de vida dos cidadãos; colocam-na acima dos cidadãos e em oposição aos seus legítimos interesses. Aproveitando os tempos de “crise”, esforçam-se em procurar por todos os meios “ a compreensão” da população para os seus objectivos de classe que não deixam de ser os mesmos de sempre – a conquista de maiores ganâncias. No fundo, voltar à lógica natural do capitalismo – reduzir os salários ao nível da sobrevivência básica.
(1) Hoje, entramos na dinâmica do pensamento único, na ideia de que este modelo de sociedade neoliberal é o ideal. Como disse Fukuyama, guru do neoliberalismo, "a história acabou". Crer nisso é acreditar que não há futuro. O que há de grave, neste nosso momento histórico, é que não há uma proposta que se contraponha a esse modelo neoliberal de sociedade. (Frei Betto)

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sábado, maio 01, 2010

PS, PSD, ou os dois juntos


Tudo não passa afinal de um tremendo equívoco. Os “mercados” insistem em confundir a situação económica de Portugal com a da Grécia. E, de pouco valem as declarações em contrário do presidente da república, do primeiro-ministro, do ministro das finanças, do líder da oposição e dos economistas do sistema. Esses “malandros” das agências de rating teimam em não aceitar como boas todas estas beatas declarações. Simplesmente não acreditam na palavra dos nossos políticos. Sem razão naturalmente, porque se há gente que não mente, essa gente é seguramente a nossa classe política. Os portugueses podem confiar nos políticos que têm e colocar todo o odioso da situação nas ditas agências de rating. Podem acreditar nos seus governantes e aceitar mansamente o cabresto que estes lhe querem enfiar pela cabeça abaixo.
Claro que se a dívida pública subiu de 60% do PIB em 2004 para mais de 80% em 2009, qualquer coisa como 44.500 milhões de euros, os responsáveis não são os governantes mas as agências de rating. É seguramente também da responsabilidade das ditas agências a colocação dos títulos de dívida pública nos mercados internacionais e não colocar a dívida internamente. Este enjeitar de responsabilidades dos políticos, esta tentativa de desculpabilização, é de bradar aos céus.
Previa-se, desde há muito, este resvalar contínuo das contas públicas e da economia nacional. O sistema corrupto institucional que paulatinamente foi erguido, em especial nesta última década, com a criação de múltiplos e parasitários órgãos do Estado, num total e astronómico desperdício de verbas, associado às políticas (as ditas “reformas” indispensáveis e da “modernidade”) de figurino único desta Europa neoliberal, só poderiam ter o desfecho a que agora assistimos.
E, como as políticas continuarão a ser as mesmas, com o PS, o PSD, ou os dois juntos, como não existe uma verdadeira alternativa (não se discute a redução da despesa pública pela extinção das empresas municipais, dos institutos e outros órgãos do estado e dos seus gestores, da extinção dos governos civis, redução de deputados, …), os portugueses poderão esperar tão somente o agravamento da situação económica do país, o agravamento dos impostos e mais cortes nas funções sociais do estado. Os custos da má gestão, os custos da corrupção institucional instalada, continuarão a ser pagos pelos mesmos de sempre, pelos funcionários públicos, pelos aposentados, por todos os que trabalham por conta de outrem e, seguramente também, pelos pequenos e médios empresários.

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