segunda-feira, novembro 29, 2010

Portugal e o euro.


No período 1992-2001, a taxa média anual de crescimento económico na Zona Euro foi de 2,1% enquanto que em Portugal foi de 2,9%.
Com a nossa entrada no euro em Janeiro de 2002, com os Pactos de Estabilidade, com os “ajustamentos” da nossa economia aos desígnios da EU, deu-se precisamente o inverso. Portugal passou a decrescer mais do que a EU. Entre 2002 e 2009, a média das taxas de crescimento na Zona do Euro baixou para 1%, mas a de Portugal desceu mais ainda, para apenas 0,4%.
As previsões do FMI para o período 2010 -2015 revelam que este declínio vai continuar. Segundo o FMI a média das taxas anuais de crescimento anuais no período 2010-2015 será de 1,4% na Zona do Euro e de somente 0,8% em Portugal.

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quarta-feira, novembro 10, 2010

Portugal desceu onze lugares no IDH

Em 2007, Portugal ocupava a 34ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano do Relatório das Nações Unidas do Desenvolvimento Humano que avalia o bem-estar das populações dos vários países.
Em 2010, Portugal desceu para o 40º lugar.
Portugal desceu assim seis lugares no IDH em 3 anos.
Mas se atendermos que em 2005 ocupava a 29ª posição.
Concluimos que a governação Sócrates fez descer Portugal no IDH, de 29º para 40º em cinco anos apenas.
É obra

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domingo, novembro 07, 2010

de que Portugal falamos...


Dizem-nos que a China pode constituir uma ajuda aos problemas de Portugal.
Ao que nos informam, empresas chinesas poderão tornar-se “accionistas de referência” da EDP e do BCP e que tal facto constitui uma boa notícia para Portugal.
Antes do mais, será preciso esclarecer de que Portugal estamos a falar. Se do Portugal dos 20% de pobres mais dos 65% remediados (pequenos empresários e trabalhadores por conta de outrem); se estamos a falar deste Portugal de 85% da população portuguesa ou do portugal dos restantes 15% de população, do portugal das televisões, dos políticos e dos banqueiros.
É que estes 15% da população sempre tiveram o desplante de falar em nome de todos. Como se os seus interesses fossem comuns aos dos restantes desgraçados 85%.
Eu não estou a ver em que é que a entrada dos chineses na EDP e no BCP, comprando acções em tempo de saldo, pode vir a favorecer o Portugal dos 85%. Pelo contrário, não me custa nada a acreditar que no obscuro mundo da especulação financeira, a compra de acções da EDP e do BCP pelos chineses venha a trazer benefícios para o portugal dos 15%.

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terça-feira, fevereiro 09, 2010

os números


................................Portugal .............Grécia

Desemprego (2009) ......10,4...................9,7
PIB/Hab (2008) ............76 .....................94,3
Produtividade/hora ......55,5 ..................87,4
Dívida Pública (2008) ...79%PIB (?) ......100,8%PIB
Dívida Externa ............108,6% .................87%
Salário Médio (euros) .....645 .................1167
Salário Mínimo (euros)....450 .................701
PIB (bilhões de $) ............232 .................321
Défice Público (2009) ......9,3%PIB ..........12,7% PIB

(?) A Dívida Pública em 2009 foi de 79% do PIB, prevendo-se que vá atingir cerca de 88% do PIB em 2010 sem as manigâncias do governo. Com as manigâncias a Dívida Pública em 2010 sobe para 122% (considerando a dívida das empresas públicas -30 mil milhões de euros e das parcerias público privadas - 26 mil milhões de euros)

Será que a situação económica e financeira de Portugal é assim tão diferente da situação da Grécia?

Desde há muito que a economia do País desliza continuamente num plano inclinado sem sinais de travagem. E só uma profunda mudança política, que não se vislumbra, poderia inverter um tal desastre. Os nossos líderes políticos e os seus partidos foram e são os únicos responsáveis por esta situação que, com mais evidência ao longo dos últimos catorze anos, ano após ano, se vem agravando. Deles, não haverá que esperar qualquer solução. O Orçamento para 2010 apresentado pelo governo, é um bom exemplo da incapacidade do “sistema” vigente para se auto reformar. Continua na mesma cruzada despesista dos anteriores recorrendo à mesinha de sempre – aumento de impostos e cortes sociais.
Compreende-se assim, que os nossos políticos queiram tapar o Sol com a peneira atirando culpas a terceiros. O comissário europeu Joaquin Almunia não fez mais do que alertar para as evidências que os números transmitem.

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